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Os Sete Códigos da Modernidade e os desafios da formação de jovens

A primeira vez que ouvi falar sobre o Bernardo Toro foi em um curso de formação de jovens líderes promovido e realizado pelo estimado Prof. Antônio Carlos Gomes da Costa. (Já publicamos um texto dele no site. Seus pensamentos e experiências muito nos inspiram na construção de nossas práticas pedagógicas e de formação para o desenvolvimento humano). No contexto desse curso, em que o professor nos estimulava a nos conhecer para nos desenvolvermos e sermos novos líderes para o desenvolvimento sustentável, ele citou os Sete Códigos da Modernidade, criados pelo filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, um dos mais importantes pensadores da educação e democracia na América Latina. Para saber mais sobre ele, clique aqui.[1]


Os Sete Códigos nada mais são que sete competências fundamentais a serem desenvolvidas nos jovens para que eles tenham uma participação mais produtiva na sociedade do século XXI.


Mas, o que seria produtiva?

Na nossa leitura, uma vida mais produtiva tem a ver com inovação, criatividade, autonomia, ou seja, em que o jovem possa “se colocar” em uma sociedade altamente tecnificada, que necessita, a cada dia mais, de pessoas competentes, ou seja, com conhecimentos, habilidades e atitudes bem desenvolvidos e que possam trazer diferencial para o mundo do trabalho.


Abaixo a lista de competências elaborada por Toro:

Domínio da leitura e da escrita;

Capacidade de fazer cálculos e resolver problemas;

Capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações;

Capacidade de compreender e atuar em seu entorno social;

Receber criticamente os meios de comunicação;

Capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada;

Capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.


Observando essa lista[2] podemos perceber que as capacidades enumeradas por Toro tratam de uma mescla entre conhecimentos formais e competências comportamentais. O educador há quase 20 anos já previa que os desafios da nossa atualidade se relacionam a essa complexidade de um profissional ter conhecimentos e experiências técnicas, acadêmicas e comportamentais.


Por outro lado, nada disso é impossível de ser desenvolvido, mesmo sendo complexo. É complexo porque envolve múltiplas dimensões, assim como o ser humano. Sendo assim, o desafio que se apresenta para a formação dos jovens é conjugar todas essas “pontas” e desenvolver as competências possíveis.


A concepção de desenvolvimento humano abordada na Partilha Consultoria parte desta perspectiva de multiplicidade e do desenvolvimento de competências, por meio de atividades vivenciais e desafiadoras, a partir de uma visão de potencialidade intrínseca de cada ser humano, que precisa de oportunidades para ser “lapidado”, assim como um diamante... e de vontade de se dispor a esse processo árduo de crescimento.


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[1] Bernardo Toro estudou Filosofia e, depois, Física e Matemática, em cursos de licenciatura. Fez pós-graduação em Investigação e Tecnologia Educativa. É decano acadêmico da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá, e autor dos livros A construção do público: cidadania, democracia e participação, Educação, Conhecimento e Mobilização e Fala Mestre: Precisamos de Cidadãos do Mundo. É presidente da Fundação Social, entidade civil que se propõe a combater a pobreza no país. Foi consultor de reformas educativas em Minas Gerais e no Chile. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Toro)

[2] Para ver as definições completas de cada um dos códigos, pesquise: José Bernardo Toro, 1997 – Colômbia. Códigos da Modernidade, Capacidades e competências mínimas para participação produtiva no século XXI.

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