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A importância do debate e da formação sobre rótulos, diversidade e inclusão

Por Ludimila Grasiele, psicóloga, psicopedagoga e psicodramatista em formação. Na Partilha, atua como educadora e analista educacional.



É perceptível que, nos últimos anos, as empresas, as OSC’s e o mundo como um todo têm falado e discutido mais sobre o tema Diversidade. Segundo o dicionário, diversidade “caracteriza tudo aquilo que é diverso, que tem multiplicidade”, ou seja, é “tudo aquilo que apresenta pluralidade e que não é homogêneo.”

Se estamos falando daquilo que é diverso e diferente, logicamente estamos falando de dois aspectos que são opostos, mas que precisam ser mais amplamente discutidos: rótulo e inclusão.


Com o crescimento tecnológico e o uso mais intenso das redes sociais, tem ficado cada vez mais fácil e superficial o acesso a informações sobre diagnósticos psicológicos e psiquiátricos e possíveis sintomas de transtornos como por exemplo TDAH, autismo, ansiedade e assim por diante. Veja que ter acesso a essas informações não é problema em si, mas se torna um quando se utiliza delas de forma errônea para se fazer um “diagnostico popular” e, consequentemente, rotular de forma descriteriosa e aleatória algumas pessoas com quem se convive.


No entanto, o rótulo não aparece apenas com transtornos, mas também com características físicas, de personalidade e até mesmo nas fases de desenvolvimento. Com frequência ouvimos, por exemplo, a frase “adolescente é difícil, é uma fase muito rebelde” e esta também é uma forma de rotular e consequentemente distanciar.

O grande problema do rótulo, é que como disse acima, ele pode ser oposto à inclusão e, sem inclusão, não há diversidade.


Inclusão é justamente reconhecer e entender que o outro é diferente, que ele tem suas particularidades e que mesmo assim é totalmente possível viver diante das multiplicidades quando se adapta o ambiente e preza pelas ralações saudáveis, com vínculos fortes e respeito mútuo.


Questionar esses conceitos, refletir sobre eles, avaliar as escolhas e práticas são movimentos essenciais para se tornar uma pessoa e/ou empresa que de fato entende e preza pela diversidade e foi justamente isso que nós, da Partilha, tentamos provocar quando realizamos o Workshop com as Organizações Sociais parceiras do Instituto Algar e também com os líderes da Algar Telecom. As duas experiências aconteceram com públicos que têm atuações diferentes, realizadas em eventos diferentes, mas em ambas houve a busca de todos os envolvidos pelo desenvolvimento e debate sobre um tema tão importante.


Sigamos tentando refletir mais e nos tornar cada vez mais inclusivos!


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